segunda-feira, 24 de agosto de 2009



Negro na passarela?


Para a estilista Gloria Coelho ... "na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?" O racismo que aflora através das palavras da estilista Glória Coelho pode ser uma das explicações para esse número tão pequeno. Glória cita apenas posições de assistência a ela ? costureiros e modelistas trabalham para transformar em roupa o desenho de um estilista, assistentes e vendedores trabalham com a roupa pronta. À Glória não interessa um negro estilista. Tampouco uma modelo negra, a pessoa que apresenta suas roupas para o público, que será fotografada usando suas criações. Diz Glória: ?Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo, para as pessoas que se identificam com a gente?. Então nesse grupo que ela quer emocionar, não tem nenhum negro? Querendo ou não, modelos são representantes do padrão de beleza da sociedade. No Brasil, talvez atrizes e cantoras sejam mais representantes desse padrão que as modelos. Porém, quando se trata de promover cosméticos e roupas, produtos usados por mulheres para se fazerem bonitas, as modelos alvas é que são usadas. E é aí que vive o racismo na moda. site: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/04/444623.shtml



Discussão sobre cotas para modelos negros em desfiles divide mundo fashion
Publicado em 19/04/2009 Larissa Jedyn / Gazeta do Povo


O assunto veio à tona depois que o jornal Folha de São Paulo publicou na série de reportagens sobre a São Paulo Fashion Week – o principal evento de moda da América Latina – um controle diário da magérrima participação de modelos negros no evento de janeiro do ano passado. A Promotoria não gostou do que viu e abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW.
Atualmente, a média é de um modelo negro por desfile, cerca de 3% do casting geral
Para o produtor de moda Paulo Martins, que assina a direção artística do Crystal Fashion, em Curitiba, a medida seria uma forma de equilibrar a participação negra nas passarelas nacionais. "Eu sempre coloco um modelo negro nos desfiles, mas já sofri recusa de dono de marca. A alegação era que o consumidor negro não tinha perfil para usar o produto", comenta.

Clarissa Caetano já estava acostumada a ser a única modelo negra nas passarelas paranaenses e concursos de beleza. "Isso nos torna poucos e únicos para qualquer trabalho. Mas ainda assim, trabalho menos que uma modelo branca no meu perfil", comenta a curitibana de 27 anos, há dez contratada pela DM. Jaqueline Confortin, 24 anos, também da DM, teme um preconceito maior com as cotas. "Acho que a conscientização não vem pela obrigatoriedade".



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